domingo, 20 de maio de 2018

CICCIOLINA: Sexo , Arte & Política





Modelo, atriz, atriz pornô, radialista, cantora, ativista ecológica,  ativista política, parlamentar italiana...Grande Musa erótico-pornográfica dos anos 80...




 Nascida em 26 de novembro de 1951 em Budapeste, Hungria como Elena Anna Staller, depois adotou o nome artístico de Ilona Staller. Aos 13 anos começou a trabalhar como modelo na agência húngara MTI. Anos mais tarde, conheceu um italiano em Budapeste e se mudou com ele para Milão. Lá, a bela jovem começou a fazer pequenos filmes eróticos, e pontas no cinema, como no giallo "5 Donne per L'Assassino" (1974) de Stelio Massi (com o pseudônimo de Elena Mercuri)...




...e na comédia de terror " Il Cav. Constante Nicosia demoniaco, ovvero: Dracula in Brianza" (O Jovem Drácula, 1975) de Lucio Fulci, com Lando Buzzanca !




No mesmo ano ela estrelou (como Ilona Staller) a comédia sensual "L'a Ingenua" (foto abaixo), o dramalhão erótico "Inhibition" (Inibição) e participou do controverso suspense "Bestialitá ( de George Eastman/Luigi Montefiori) sobre...zoofilia...




Paralelamente a sua carreira no cinema, Ilona comandava um programa na rádio Luna FM (depois na rádio San Paolo), aonde dava conselhos sexuais com sua voz sedutora, e chamava os ouvintes de "cicciolinos" ('fofinhos'), ganhando assim o apelido que a tornou famosa.




 Mais tarde ela teve uma passagem muito rápida e polêmica pela TV italiana, com seu programa sendo severamente cortado pela própria emissora, o que gerou um processo de Cicciolina contra os executivos por quebra de contrato (que previa liberdade total em seu conteúdo).




Depois de um ensaio na revista "Playman",ela conheceu o fotógrafo Riccardo Schicci, e juntos passaram a produziram shows eróticos cada vez mais ousados, e, finalmente embarcaram na indústria do hard-core... 






...Já com o pseudônimo de Cicciolina, e quase sempre com a direção de Schicci, a loirinha safada foi ousando cada vez mais! Seus pornôs possuem cenas de masturbação com bananas, cenouras & garrafas; Golden Shower; Coprofagia (como em "Cicciolina Number One"-1986); Zoofilia; Estupro; S&M; Bizarrias & muito Oral, Anal & DPs...





Além disto, Ilona que já era alvo de processos na justiça por obscenidades (por conta dos shows), também brincava com a religião (como Cicciolina de freira em "Racconti Sensuali"/"A Sensualíssima Cicciolina"- 1986), e com as autoridades ("The Rise and Fall of the Roman Empress"/"Ascensão da Imperatriz Romana"- 1987, de Giorgio Grande)...



                   Provocação: Cicciolina e ao fundo, a Basílica de São Pedro, no Vaticano...


Cicciolina foi uma das fundadoras do Partido do Sol (La Lista del Sole) em 1976, um dos primeiros partidos verdes do mundo. No meio dos anos 80 ela entrou seriamente na política, candidatando-se a deputada pelo Partido Radical. Fez a campanha semi-nua, e em 1987 foi eleita ( mais de 20 mil votos) para o Parlamento italiano. Fez muto barulho (como sempre) com seus projetos, como a liberação da pedofilia, liberdade sexual dos presos, impostos ambientalistas, educação sexual nas escolas, fim da censura, e o fim completo da energia nuclear...




Em 1976, Ilona gravou seu primeiro disco como vocalista, e vários outros até 1987...



No auge da fama, Cicciolina escreveu o livro "Confessions" (lançado no Brasil pela Editora Record), uma auto-biografia-fictícia, misturando sua  ida e sua personagem. Na mesma época foram lançada sua aventuras "reais" em forma de "fumettis" (HQs), primeiro aparecendo na revista pornô "Le Ore", depois em série própria pela International Press...






...Em 1991 foi lançado o álbum "Cicciolina Amore Libero" de Fillipucci & Romanini, reimaginando a biografia da musa de forma mais onírica, dando ênfase a sua luta contra o ódio e a guerra utilizando o erotismo...



Neste mesmo ano ela se casou com o  fotógrafo, escultor e ator americano Jeff Koons. O artista iniciou então uma série chamada "Made in Heaven" : Fotografias, pinturas e esculturas explícitas do casal... 












 Em 29 de outubro de 1992 nasceu Ludwig Maximilian o filho do casal. O casamento durou até 1994, quando se divorciaram e iniciaram uma luta na justiça pela guarda do menino. Depois de anos de batalhas legais, Staller perdeu a guarda de seu filho para Koons em 1998, quando um tribunal italiano decidiu que ela era "liberal demais" para sustentar a educação moral de seu filho. Assim mesmo, Ludwig continuou morando com ela na Itália...




Seu último pornô foi "Carcere Amori Bestiali" (1994) de Riccardo Schicchi, com Rocco Siffredi; vivendo uma congressista lutando para liberar as visitas conjugais dos presos, uma de suas batalhas políticas reais...

Falando em política, em 1991, Cicciolina fundou junto com Riccardo Schicchi, Moana Pozzi (também famosa atriz pornô e sua colega em vários filmes) e Mauro Biuzzi o Partito Dell'Amore(Partido do Amor), que defendia a liberação dos bordéis, educação sexual para crianças, defesa dos animais, luta contra a poluição, etc...




 Nas eleições de 1992, o partido recebeu expressiva votação com quase 23 mil votos. Em 1993, nas eleições municipais, Moana Pozzi candidatou-se a prefeitura de Roma recebendo quase 9 mil votos. 





                          Cicciolina & Moanna, colegas nos filmes XXX e na política


Após a morte de Moanna Pozzi, em 1994, vitima de um câncer de fígado, o Partido do Amor não disputou mais nenhuma eleição, embora não esteja oficialmente desativado. Cicciolina foi sua presidente no ano de 1992.
Em 2012, Cicciolina fundou o Partido DNA (Democracia, Natureza e Amor), juntamente com o advogado Lucca di Carlo, para concorrer as eleições estaduais de 2013, não conseguindo a sua re-eleição ao parlamento. Em seguida, Cicciolina filiou-se ao Partido Liberal Italiano...

Em 1996, Cicciolina veio ao Brasil para atuar na telenovela "Xica da Silva" (TV Manchete), no papel da cortesã Ludovica de Castelgandolfo, claro que com cenas apimentadas...






Cinema, Vídeo, TV, Rádio, Quadrinhos, Esculturas, Pinturas, Fotografias, Discos, Revistas, Congresso, Palanques...ILONA-CICCIOLINA... Número Um!















Páginas de "fumetti" de Cicciolina, do blog italiano : ZERO IN CONDOTTA ( Quatro histórias completas com Cicciolina e uma centena de histórias adultas dos anos 70/80 !)













sábado, 12 de maio de 2018

Carolyn Morticia Jones




Carolyn Sue Jones nasceu em 28 de abril de 1930, em Amarillo, Texas/USA. Sua mãe Cloe era dona de casa (que gostava de filmes e deu o nome de suas filhas inspirada em Carole Lombard e Bette Davis) e Julius, seu pai um barbeiro . Em 1934, seu pai abandonou a família e sua mãe se mudou com ela e sua irmã Bette para a casa de seus pais. Quando criança, Carolyn era muito imaginativa e irriquieta, mas sofria de asma grave. Embora ela adorasse cinema, muitas vezes ela estava muito doente para poder sair, então ela ouvia rádio, discos,  e lia livros e o máximo de revistas de fãs de filmes que podia. Era uma ótima estudante e recebeu muitos prêmios na escola por discurso, poesia e dramaturgia. Em 1947, ela foi aceita como estudante no Pasadena Playhouse, e seu avô concordou em pagar por suas aulas de atuação, voz e dança. Ela graduou-se em 1950, e passou a se preparar para chegar ao cinema, com uma reforma completa da cabeça aos pés, incluindo uma dolorosa cirurgia plástica no nariz . 




Trabalhando como substituta no Players Ring Theatre, ela assumiu o papel principal quando a estrela saiu para se casar. Um caçador de talentos da Paramount a encontrou e fez um teste, que lhe rendeu sua primeira aparição em Tributo de Sangue (1952).

Mas a Paramount não renovaria seu contrato, já que começava a cortar custos no início dos anos 50, demitindo dezenas de seus funcionários, depois de perder as receitas do cinema com o advento da popularidade da televisão. 

Carolyn então foi trabalhar na concorrência, e além de atuar  na televisão, se manteve ocupada nos palcos também. Ela conheceu o ator iniciante (e futuro roteirista e prolífico produtor) Aaron Spelling e começaram a namorar, o casamento veio em 1953, mesmo ano em que ela participou de dois futuros clássicos do cinema fantástico...

Carolyn fez uma pequena ponta em " The War of the Worlds"( A Guerra dos Mundos, 1953) de Byron Haskin, baseado em H.G. Wells...






 Ela se destacou no filme em 3-D "House of Wax" ( Museu de Cera,1953) de Andre De Toth...





Na história do talentoso artista Prof. Henry Jarrod (Vincent Price), que se dedica a criar figuras históricas em tamanho real para exibições em um museu de cera, e que sofre um acidente (atentado?) ficando paralítico e com as mãos deformadas..




Ele reaparece com um museu dedicado ao terror e crimes reais, com figuras mais realistas ainda! Uma delas se destaca: a linda e expressiva Joana D'Arc na fogueira!




Acontece que a escultura de cera é uma réplica da jovem desaparecida Cathy Gray (Carolyn Jones), ex-namorada do sócio falecido de Jarrod, e colega de quarto da heroína vivida por Phyllis Kirk..




 Fazendo o papel de uma jovem loira-burrinha-sedutora, e depois de sua versão recoberta de cera,Carolyn recebeu excelentes críticas. 







A Columbia Pictures a viu e quis testá-la para o papel da prostituta Alma Burke em "A Um Passo da Eternidade" (1953), mas ela ficou extremamente doente com pneumonia e a personagem foi para Donna Reed, que ganhou um Oscar. Ela obteve, no entanto, sucesso no clássico de ficção científica "Invasion of the Body Snatchers" (Vampiros de Almas ,1956) de Don Siegel , uma alegoria sutil dos tempos de paranoia anti-comunista e "caça-as-bruxas" do  macarthismo...






Carolyn vive Theodora"Teddy" Belicec, uma das poucas pessoas que descobrem (e resistem) a estranha invasão alienígena! Seus lindos e expressivos olhos são destacados neste seu papel de Scream Queen... 


Em 1955, Carolyn Jones apareceu na série antológica da  CBS TV, "Alfred Hitchcock Presents", no episódio "The Cheney Vase" como uma secretária ajudando seu intrigado namorado na tentativa de um roubo de arte, contracenando com Darren McGavin (o futuro Kolchak, da série de terror "Kolchak: The Night Staker, 1974 ) & Ruta Lee.
 E o mestre do suspense Alfred Hitchcock a escalou em "O Homem Que Sabia Demais" (1956), contracenando com James Stewart e Doris Day...





 Carolyn teve sucesso mais uma vez no drama "Despedida de Solteiro" (1957) de Delbert Mann. Ela tem pouco tempo na tela (oito minutos, mas recebeu muitos elogios e uma indicação ao Oscar!), mas sua presença é marcante e ela diz uma famosa frase: "Apenas diga que me ama - você não precisa dizer isso!". Para este papel, ela surpreendeu os membros do elenco ao aparecer de cabelos negros e curtos. Esse visual deslumbrante serviu-lhe bem em vários papéis. 




 Ela ganhou o Globo de Ouro e o Laurel Award por "Até o Último Alento! (1958).  A seguir, Carolyn fez par com Elvis Presley em "King Creole" (Balada Sangrenta ,1958), geralmente considerado o melhor filme do "Rei do Rock".






Carolyn foi o destaque feminino (em elogiada performance) no clássico western "Duelo de Titãs, 1959), com os machões Kirk Douglas & Anthony Queen...




 Ela então deu seu melhor desempenho "em Calvário da Glória" (1959), mas o filme não teve sucesso comercial. Ela desempenhou um papel sério nesse drama sobre os bastidores (cruéis) dos palcos e da fama, deixando o papel maluco que poderia ter desempenhado, para Shirley MacLaine.



Miss Jones voltou ao velho-oeste em outro grande filme: "A Conquista do Oeste" (1962), um épico com quatro diretores e elenco estelar, aonde ela tinha novamente um papel de destaque a de esposa do xerife Rawlings, vivido por George Peppard...




A carreira de produtor de Aaron crescia, mas, o casamento deles estava no fim. Eles se separaram em outubro de 1963 e se divorciaram amigavelmente em agosto de 1964. Eles continuaram amigos; Carolyn foi comprovadamente a grande responsável pelo sucesso dele, tendo incentivado seu início como roteirista e aberto as portas para seu contato com a área de realização. Ela trabalhou em dois episódios de "A Lei de Burke" (1963) -série produzida por Aaron- para o qual ela recebeu uma indicação ao Globo de Ouro.

 Logo, Carolyn Jones conseguiu o papel pelo qual sempre será lembrada, a de Morticia Addams  na série "The Addams Family"(A Família Addams ),  que seria exibido por duas temporadas na ABC-TV (1964 -1966) e, finalmente, transformar em uma estrela esta adorável atriz.



Seu olhar mortal, sua "cara de má", sua roupa sexy-lúgubre, suas frases marcantes (e afiadas) retratam em carne e osso a personagem criada (sem nome) pelo cartunista Charles Addams (1912-1988) para a revista "The New Yorker"...





...A  rica, bizarra, sinistra, mas adorável família fazia contraponto (e crítica) a típica família americana, e foi adaptada sempre com sucesso para outras mídias (Comics, TV, cinema, discos, jogos, toys, etc)...






Um adendo importante criado na série de TV foi a química sexual bastante descarada entre Morticia e seu apaixonado marido Gomez (John Astin), algo chocante para a época... 





Além de Morticia, Carolyn Jones também fez o papel de sua irmã loura Ophelia Frump (o oposto de Morticia, alegre e "normal")...



 e  Lady Fingers, a "namorada" do irrequieto Thing T. Thing ("Mãozinha" no Brasil- a mão de Ted Cassidy, que vivia também o mordomo Lurch/Tropeço)...




O show foi um grande sucesso e ela recebeu toda a fama que sempre procurou, mas, na época, a disputa era com "The Munsters" (Os Monstros) & "Bewitched" (A Feiticeira), e a rede de TV decidiu cancelar a série depois de seu segundo ano... 





 Ela apareceu em 5 episódios da série "Batman" (1966-1968) como a sedutora e ambiciosa vilã "Marsha, A Rainha dos Diamantes", que utilizava uma poção do amor, para controlar seus oponentes e claro, roubar diamantes valiosos...




Marcada pelo papel de Morticia, Carolyn teve dificuldades para novos trabalhos. Enquanto batalhava novamente, ela se casou com Herbert Greene, um conhecido e respeitado diretor da Broadway e diretor musical, e eles se mudaram para Palm Springs, Califórnia em 1968. Em 1972, ela fez a voz de Morticia Addams para um episódio da série de animação "As Novas Aventuras de Scooby-Doo"...




...e estrelou o episódio "The Summer House", na série de terror "Ghost Story", criada por Richard Matheson, e com apresentação de Sabastian Cabot...

 Após sete anos, o  seu casamento com Herbert Greene terminou, e ela retornou a Hollywood, determinada a retomar sua carreira.
Ela foi surpreendentemente bem sucedida e atuou em vários shows e séries, incluindo "Mulher Maravilha" (1975-1979), aonde interpretou a Rainha Hippolyta, a mãe da Wonder Woman (Lynda Carter) e da Wonder Girl (Debra Winger).... 


                                                A Rainha Hippolyta e a Wonder Girl...

Ela também apareceu na série de seu antigo amigo Darren McGavin, "Kolchak, e os Demônios da Noite" (1975), no episódio "Demon in Lace", sobre as atividades de uma succubus...  
No cinema, ela retornou ao terror como a estranha senhora Hattie, em "Eaten Alive" ( Devorado Vivo,1976) de Tobe Hooper...



     Carolyn Jones, Roberta Colins & Robert Englund no hotel mortífero de "Eaten Alive"

...e finalmente mais uma vez como Morticia Addams ( e Ophelia Frump) no longa metragem especial da TV "Halloween With the New Addams Family"( Halloween com a Nova Família Addams, 1977) de David Steinmetz...



...com o elenco principal repetindo seus papéis clássicos pela última vez, já que o filme era uma proposta para uma nova série, que não se concretizou... 



Ela apareceu na épica minissérie  "Raízes" (1977);  fez quatro episódios de "A Ilha da Fantasia" (1977) e um episódio de "O Barco do Amor" (1977), duas séries com a produção de Aaron. Seu último papel foi na "telenovela" "Capitol" (1982)  Em fevereiro de 1981, Carolyn Jones tinha sido diagnosticada com câncer colorretal. Ela se submeteu ao tratamento e cirurgia (os médicos retiraram dois terços de seu cólon) e aos amigos dizia que se tratava de um tratamento para úlcera, e continuou trabalhando de dia e se tratando a noite. Mas a doença estava vencendo. 


Em outubro de 1982, já muito debilitada pela doença, e sabendo que morreria em breve, Jones casou-se com seu namorado de longa data Peter Bailey-Britton. 

No mês seguinte, entrou em coma em sua casa. Após uma longa agonia, Carolyn Jones morreu aos 53 anos em 03 de agosto de 1983. Foi cremada, e suas cinzas enterradas em Anaheim, na Califórnia, em uma urna depositada sobre o caixão de sua mãe, Chloe Jeanette, falecida quatro anos antes.
Carolyn disse à irmã que queria que seu epitáfio fosse "Ela deu alegria ao mundo " Ela certamente tinha muitos amigos que a amavam muito, e muitos fãs que apreciavam suas maravilhosas performances. A atriz Lisa Loring  a descreveu como "Quente, graciosa, divertida e talentosa"; John Astin como, "Quente, reconfortante e amigável", como muitos considerava Carolyn sua melhor amiga; "e  o designer Nolan Miller como," Amorosa, alegre, alguém que nunca parou e chorou e disse que não poderia continuar. "














Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...