domingo, 30 de setembro de 2012

As Mulheres de Frankenstein


FRANKENSTEIN : Criador & criatura, personagens que se confundem no imaginário popular. O Homem que fez um monstro, ou um monstro que fez um homem?  Apesar de a primeira imagem que se tem em mente ao ouvir o nome, seja uma criatura masculina, enorme e grotesca, a ideia de um monstro feminino é tão antiga quanto a própria história. No livro original, escrito pela jovem Mary Shelley, a criatura miserável promete deixar Victor Frankenstein e o resto da humanidade em paz se o cientista construir para ele uma fêmea. A nova criação não chega a ser completada e é destruída, gerando a fúria do monstro e a tragédia que atinge a noiva do jovem cientista e eles próprios.



A primeira criatura feminina nas telas foi Elsa Lanchester que estrelou "The Bride of Frankenstein" (A Noiva de Frankenstein, 1935) de James Whale, no papel duplo da criatura e da escritora Mary Shelley no prólogo. 








Uma grande atriz, um diretor renomado, a continuação de um filme de sucesso e um ator (Boris Karloff) eternizado pelo personagem com cabeça achatada e pinos no pescoço.
O visual da "Monstra" de Lanchester, inspirado pela rainha egípcia Nefertite, se tornou tão icônico quanto o de Karloff.
A primeira descendente do cientista a aparecer no cinema foi sua neta, a baronesa Elsa Frankenstein (Ilona Massey) em "Frankenstein Meets the Wolf Man" (Frankenstein Encontra o Lobisomem, 1943) de Roy W. Neill.







Apesar de todas as sequencias, refilmagens e paródias que seguiram o filme original, uma nova criatura fêmea só foi aparecer em 1958 na produção "B" "Frankenstein's Daughter" (A Filha de Frankenstein) de Richard Cunha. Apesar do título, o cientista que faz os experimentos é Oliver Frank (Donald Murphy), neto do Dr.Frankenstein original. Ele utiliza uma fórmula para transformar uma jovem (Sandra Knight) em uma aberração dentuça e com olhos de "ping-pong" e depois constrói sua própria criatura utilizando o corpo de uma garota assassinada. Se a criatura não parece nada feminino, a culpa é dos produtores que não avisaram o maquiador Harry Thomas deste detalhe. O jeito foi aplicar grande quantidade de batom nos lábios do monstro vivido pelo forçudo Harry Wilson!






A neta de Frankenstein, Maria (Narda Onyx), é que apronta das suas na Trash combinação terror-western "Jesse James Meets Frankenstein's Daughter" (Jesse James Contra a Filha de Frankenstein, 1965) de William Beaudine.




Uma das obras mais perfeitas do famoso cientista apareceu em " Frankenstein Created Woman" (Frankenstein Criou a Mulher, 1966) de Terence Fisher. O Barão Frankenstein (Peter Cushing) revive a bela Christina (a modelo da Playboy Susan Denberg) com a "alma" de seu jovem amante erroneamente executado. Ela se torna uma máquina de vingança sedutora.



Outra bela e inesquecível criação do barão apareceu em "Mad Monster Party?" (A Festa do Monstro Maluco, 1967) de Jules Bass, um filme infantil, musical com bonecos animados em stop-motion. O Barão Frankenstein (dublagem original por Boris Karloff) decide se aposentar e convida todos os monstros clássicos a sua ilha para escolher seu sucessor. Drácula, o lobisomem, a múmia, o homem invisível, Jekyll/Hyde, o corcunda, o monstro da lagoa, o monstro original e sua noiva (dublada pela comediante Phyllis Diller) e outras criaturas, brigam pelos segredos do cientista. Uma das revelações da divertida história é que a linda e desejada assistente do barão, a ruiva- fatal Francesca, é na verdade sua obra-prima!

                                     O Barão, os monstros e Francesca...aahhh..Francesca...

Pouca sorte teve o barão Frankenstein de Joseph Cotten em "La Figlia di Frankenstein" (A Mulher de Frankenstein,1971) de Mell Wells. Ele é morto pela sua criação, e sua filha Tanya (Rosalba Neri) continua suas experiências com o único intuito de preservar seu amante doente, transplantando seu cérebro para o de um retardado musculoso. Segundo a frase de divulgação do filme na época: "Somente o monstro que ela criou poderia satisfazer seus estranhos desejos !"










"La Maldicion de Frankenstein"(1972) de Jesus Franco, é mix típico do genial diretor espanhol: terror descerebrado e sexo. O Dr.Frankenstein (Dennis Price) é assassinado por uma mulher-abutre nua (Anne Libert) e sua criação (Fernando Bilbao) é roubada pelo mágico maligno Cagliostro (Howard Vernon). Ele quer forçar Vera Frankenstein ( Beatriz Savón), a filha do Dr. a criar uma companheira para o monstro poder reproduzir uma espécime superior. Vera precisa enfrentar o mágico, seus zumbis e o monstro transformado em um tipo de escravo sexual sadomasoquista!




Da Espanha para o México! "Santo Contra la Hija de Frankenstein" (Santo Contra a Filha de Frankenstein, 1972) de Miguel M. Delgado trás o herói-luchador El Santo, tendo que enfrentar Freda Frankenstein (Gina Romand) que quer seu sangue para se manter jovem. O monstro tradicional (aqui chamado Ursus) acaba ficando aliado do herói que tem que combater também um monstruoso homem-gorila.



Jane Saymour faz Prima, a bela criação de Victor (Leonard Whiting) em "Frankenstein: The True Story" (A Verdadeira História de Frankenstein, 1973) de Jack Smight. Neste telefilme de 3 horas, lançado nos cinemas em uma versão condensada, a criatura original (Michael Sarrazin) inicialmente é perfeito, mas algum problema na sua criação vai deformando-o. Já sua "meia-irmã", é bela mas mortífera.



Em "Andy Warhol's Frankenstein" (Frankenstein de Andy Warhol, 1973) de Paul Morrissey e Antonio Margheritti, o Barão Frankenstein (Udo Kier) vive em seu castelo com sua esposa ninfomaníaca Katrin (Monique Van Vooren) e seu casal de filhos pequenos e degenerados.


Ele constrói um casal de criaturas perfeitas (Dalila Di Lazzaro e Srdjan Zelenovic) com sonhos nazistas de uma raça perfeita, mas tudo vira uma orgia de gore e sexo em 3D!


Jerry Warren, um dos gurus do cinema trash, escalou um time de veteranos para "Frankenstein Island" (1981). Cameron Mitchell, Robert Clarke, Katherine Victor e John Carradine (em stock footage) são envolvidos em uma confusa aventura de horror, onde um grupo de balonistas aterrissa em uma ilha povoada por garotas selvagens com biquínis de pele, zumbis, a ta-ta-tara neta de Frankenstein, Sheila (Katherine Victor) e claro uma versão bem vagabunda do velho monstro.


                                                                 Sheila Frankenstein



Uma versão glamourizada e romântica da história clássica apareceu em "The Bride" (A Prometida, 1985) de Franc Roddam. Frankenstein (o cantor Sting) cria sua obra-prima, a bela Eva (Jennifer Beals) e se apaixona por ela. Enquanto isto, sua criação original Viktor (Clancy Brown) vaga e sofre pelo mundo, auxiliado pelo anão Rinaldo (David Rappaport).
A volta do "filho abandonado" para casa, gera claro, conflito e tragédia. Drama romântico e pouco terror.





A comédia francesa "Frankenstein 90" (1984) de Alan Jessua, tentou atualizar a história de Mary Shelley. O gênio cibernético Victor Frankenstein (Jean Rochefort), descendente do Frankenstein original, cria um monstro (Eddy Mitchell) com um cérebro equipado com um micro-processador. Quando o cientista constrói Corona (Anna Gaylor) uma noiva sexy a partir de corpos de dançarinas assassinadas, a criatura inteligente (sempre bem vestido e que gosta de andar de bicicleta) prefere Elizabeth (Fiona Gelin) a doce namorada de Victor.




"Frankenstein Unbound" (Frankenstein- O Monstro das Trevas, 1990) de Roger Corman, baseado na novela de Brian Aldiss, une ficção científica com a história clássica ao contar como um cientista do futuro (John Hurt) viaja no tempo e encontra o Dr. Frankenstein (Raul Julia), seu monstro atormentado (Nick Brimble), sua noiva Elizabeth (Catherine Rabett) depois transformada em companheira do Monstro e a própria autora da história Mary Shelley (Bridget Fonda).




A ideia da companheira do monstro ser criada a partir do cadáver da noiva de Frankenstein foi utilizada novamente no fraco Blockbuster "Mary Shelley's Frankenstein" (Frankenstein de Mary Shelley, 1994) de Kenneth Branagh. O próprio diretor faz o cientista, Robert de Niro é o monstro e Helena Bonham-Carter é Elizabeth e depois a criatura fêmea.















Jesus Franco fez mais uma releitura erótica do tema com a produção direta para o vídeo "Lust For Frankenstein" (1998) onde Lina Romay vivia Moira Frankenstein , a Scream  Queen americana Michelle Bauer uma criatura sedenta de sexo e Carlos Subterfuge o fantasma do Dr.Frankenstein.





Outra versão recente, também erótica e para o vídeo, é a comédia "Bikini Frankenstein" (2010) do prolífico (e sempre presente) Fred Olen Ray. Nos dias atuais, o Dr.Frankenstein (Frankie Cullen) é professor universitário nos Estados Unidos, até que é demitido por um acidente. De volta a Transilvânia, ele com a ajuda de sua assistente Ingrid (Brandin Rackley) resolve criar a mulher perfeita em seu laboratório. O resultado é a bela criatura chamada Eve (Jayden Colen), com um invejável apetite sexual!






e como já sabemos: esta história ainda não chegou ao fim!











                                                                   by Coffin Souza

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O Ataque das Incríveis Mulheres Insetos!




Laurent Seroussi é fotógrafo e designer gráfico francês nascido em 1970. Em seu mais recente trabalho, intitulado Insectes, Seroussi mistura, com edição em photoshop, imagens de modelos com insetos. O resultado é a perfeita morfologia entre mulheres lindas e insetos assustadores. Criaturas super realistas, que possuem a delicadeza, sensualidade, elegância e beleza feminina contrastando com as assombrosas e horripilantes formas desses pequenos bichos que tanto nos aterrorizam. Confira as sensuais mulheres com sinistras garras e asas, logo abaixo e depois veja alguns exemplares de mulheres-insetos no cinema de terror e ficção científica:








A primeira mulher inseto do cinema foi Susan Cabot em "The Wasp Woman" (A Mulher Vespa, 1959). Dirigido e produzido por Roger Corman (que também faz uma ponta como um médico) com um orçamento mínimo, aproveitando o sucesso de "The Fly" (A Mosca da Cabeça Branca, 1958) que tinha um homem-mosca.





Cabot é Janice Starlin, dona de uma empresa de cosméticos preocupada com suas rugas. Ela procura a ajuda de Eric Zinthop (Michael Mark), um cientista louco picareta que diz ter descoberto um soro a partir de enzimas de vespas capaz de rejuvenescer as células. Ela testa em si mesma e não contente com o lento resultado, toma uma overdose do experimento. O resultado é bastante positivo apesar de um inconveniente efeito colateral: a noite ela se transforma em uma horrível e mortífera Mulher-Vespa! Bom, horrível mesmo é a maquiagem do monstro, uma máscara com olhos esbugalhados e antenas (criada por Grant Keats) que mal cobre a cabeça da atriz, contrastando com a magnífica arte do poster que mostrava o inseto gigante com cabeça de mulher! Enfim, um cult-trash muito popular e rotineiro em sessões noturnas na TV.





Roger Corman produziu a refilmagem para o canal a cabo ShowTime em 1995. "The Wasp Woman" (ou Forbidden Beauty) de Jim Wynorski, com Jennifer Rubin no papel principal, segue o roteiro original, apimentado com cenas de sexo e nudez e utilizando efeitos de maquiagem bastante bons  a cargo de Greg Aranowitz (e efeitos de CGI vagabundos para a transformação). Desta vez a vaidosa Janice se transforma realmente em uma monstruosa vespa gigante (com belos peitões!)



Uma versão mais recente (e sacana) da mesma história é o Pinku Eiga "Wasp Woman in Tokyo" (2011) de Takao Nakano. Uma secretária japonesa toma um suplemento alimentar eperimental feito a partir dos insetos e se transforma em uma mulher-vespa sedenta de sexo!



Uma cópia não autorizada (e vagabunda) da mesma idéia foi
"Evil Spawn"/"Deadly Sting" (A Semente do Mal, 1987) de Kenneth J. Hall e Fred Olen Ray com John Carradine, Gordon Mitchell, Richard Harrison e a gostosa Bobbie Breese como uma atriz decadente que utiliza uma fórmula de rejuvenecimento feita com micróbios alienígenas e se transforma em uma grotesca mulher-inseto...


                                             
   por Gisele Ferran & Coffin Souza 


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