segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O Senhor das Ninfetas: David Hamilton


David Hamilton é um fotógrafo de arte bastante polêmico e muito talentoso, com muitos trabalhos que giram em torno do erotismo, nudez e lesbianismo de lindas garotas ainda adolescentes. Por esse motivo, suas obras foram bastante censuradas com alegação até mesmo de pornografia infantil. Hamilton também foi vítima de vários protestos, sobretudo nos anos 90, onde pessoas extremamente moralistas e sem a mínima cultura e senso artístico, exigiam que livrarias retirassem seus livros de fotografias das prateleiras. Esses fatos aconteceram principalmente em países como Estados Unidos e Inglaterra, mas não deram em nada. Hamilton superou todos os problemas e até hoje é considerado um dos fotógrafos mais bem sucedidos de todos os tempos.
David Hamilton nasceu em 1933 em Londres, onde cresceu. Sua escolaridade foi interrompida pela Segunda Guerra Mundial, durante a guerra Hamilton passou um bom tempo na zona rural e a vida campestre tem influência em seu trabalho até os dias de hoje. Várias de suas obras mostram ingênuas garotas semi nuas em meio à natureza, em riachos e campos floridos. Depois da guerra, Hamilton voltou para Londres e terminou os estudos antes de se mudar para França, onde vive desde então. Chegando na cidade de Paris, com 20 anos de idade, trabalhou como designer gráfico para Peter Knapp da revista ELLE. Depois se tornou o diretor de arte da Printemps, maior loja de departamentos da cidade. Nessa mesma época suas fotos foram procuradas por revistas como Realites, Twen e Photo.
Nos anos 70 Hamilton já possuía várias dezenas de livros fotográficos publicados. Em 1977 estreou como diretor no filme Bilitis, com roteiro assinado pela polêmica cineasta francesa Catherine Breillat.
É um filme onde a jovem Bilitis (Patti D'Arbanville) - que estuda num colégio de meninas e lá começa a fazer as suas primeiras descobertas sexuais, encontrando garotos às escondidas e trocando segredos íntimos com as suas colegas - ao sair de férias vai passar uma temporada na casa de praia de um casal liberal e adepto de fantasias, onde acaba vivenciando situações inesquecíveis e se apaixonando pela mulher mais velha, Melissa  (Mona Kristensen, que foi modelo em muitos álbuns fotográficos de Hamilton e fez sua estréia na tela nesse filme).


 
Depois de Bilitis vieram mais 4 longas-metragens:

Laura, Les Ombres de L’éte (1979), onde um escultor de meia idade (James Mitchell) se apaixona por uma ninfeta de 15 anos, Laura (Dawn Dunlap) dançarina de ballet e filha de sua velha amiga. A mãe impede qualquer contato entre os dois, mas permite que ele faça uma escultura da menina, através de fotos de Laura nua.



Trendres Cousines (1980), O filme é narrado pelo menino Julien (Thierry Tevini), de 14 anos, que chega de uma escola religiosa suiça para reencontrar a prima de 15, Julia (Anja Schüte), apaixonada por um bobalhão exibicionista, cujo maior interesse é conquistar as mocinhas da região. Julien, a princípio desiludido com a indiferença da menina, cede aos apelos eróticos da criadagem, mas continua a alimentar a paixão que lhe rende novos entreveros no casarão.

  




A Summer in St. Tropes (Un été à Saint-Tropez) (1983) filmado na casa de David Halmilton em Saint Tropez, casa esta que tem 800 anos. O filme não tem diálogo, entretanto os personagens ocasionalmente dão rizinhos.





Premier Désirs (First Desires) (1984) Três lindas adolescentes sofrem um naufrágio e ficam presas em uma ilha. Cada uma segue seu próprio caminho descobrindo a sexualidade e desejos. Uma delas se envolve com um adolescente, enquanto outra se apaixona por um homem casado e a outra tem envolvimentos lésbicos.


David foi casado com a artista plástica Gertrudes Hamilton, que co-desenhou seu livro The Age of Innocence (1995) , mas recentemente se divorciaram amigavelmente.



Abaixo alguns de seus mais belos trabalhos, onde retrata lindas adolescentes em paisagens campestres, ou no doce sossego de seus quartos, dormindo o sono dos inocentes. Hamilton também costuma retratar bailarinas e duplas de garotas num misto de inocência e sensualidade. Algumas de suas obras parecem pinturas:













































































  Por Gisele Ferran

 


  

4 comentários:

  1. A primeira referência fotográfica de nu que tive em minha vida foi com David Hamilton. Meu pai possui uma coleção de livros sobre fotografia dos anos 80, em que um dos capítulos mostra um pouco do portfolio dele.

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  2. Postagem MARAVILHOSA. David Hamilton com muito bom gosto e genialidade fotográfica. Parabéns a Gisele Ferran. Conheci o Blog por acaso e acompanharei novas apresentações.
    Justine Lenquet
    AM

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  3. Se eu tivesse que escolher apenas um fotógrafo favorito, escolheria DAVID HAMILTON. Se fosse possível escolher dois, colocaria JOHN DEREK ao seu lado. Ambos, além de fotógrafos, foram cineastas. Como sou cinéfilo, nada mais justo e pessoal. Contudo, coloco DAVID HAMILTON na categoria de gênio , mestre absoluto. DEREK, aliás excelente fotógrafo, foi mais um provocador e gostava de provocar exibindo os corpos nus de suas esposas: Ursula Andress, Linda Evans e Bo Derek. HAMILTON , por sua vez, revolucionou a fotografia artística com adolescentes nuas em imagens levemente granuladas, numa atmosfera de sonho. Suas fotos são inesquecíveis e imortais. Para os tolos que o consideram pornográfico ( para não dizer pedófilo ), recomendo a leitura do ensaio de 1927 de BERTRAND RUSSELL : " O Mal que os Bons Fazem ", do livro " Ensaios Céticos ". Nesse mundo hipócrita e chinfrim, são caras como DAVID HAMILTON e JOHN DEREK que colocam um pouco de tempero em nossas vidas bestas!

    Adriano Miranda ( Franca-SP ) - Cinéfilo.

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